Reserve
Dique do Tororó e os Orixás
orixas

Dique do Tororó e os Orixás

Construído no século XVII, o Dique do Tororó foi utilizado inicialmente para defesa bélica da cidade de Salvador, por meio de uma base estratégica usada pelo governo, mas que entre os anos 1624 e 1625 foi tomada pelos holandeses. De acordo com historiadores, o lago original era bem maior do que o atual. Essa represa possui aproximadamente 110 mil metros quadrados, com suas margens variando entre 50 metros até 196 metros de largura, e que hoje sua grande área verde distribuída ao longo de suas águas é utilizada para passeios, práticas de esportes, e um bom lugar para apreciar a natureza.

Urbanização

No passado, às margens do Dique do Tororó eram utilizadas para plantação de hortas, lavagem de roupas, e também era utilizado para a pesca e abastecimento da cidade, bem como o transporte de pessoas por meio de barco de uma margem para a outra.

Com o passar do tempo, o dique começou a ser represado por conta da expansão da cidade, sofrendo uma redução do seu tamanho, tanto na largura quanto em profundidade. E em meados do século XIX, a poluição tomou conta de toda a sua extensão, fazendo desaparecer a farta fauna existente em suas águas, como frutos do mar, peixes, jacarés, tornando-se impróprio para o uso da população.

A construção do Estádio Otávio Mangabeira (Itaipava Arena Fonte Nova) foi considerada a maior obra utilizada do aterramento das águas do Dique do Tororó.

Orixás e Religião

Em 1998, após uma grande obra de revitalização da área que margeia o Dique do Tororó, o espaço ganhou doze estátuas em homenagens aos orixás do candomblé, assinadas pelo artista plástico Tati Moreno. De acordo com a história, os praticantes da religião utilizavam as margens da represa em suas celebrações religiosas como extensão dos terreiros.

As estátuas localizadas nas águas do dique são: Iemanjá (deusa do mar e mãe dos Orixás); Oxalá (o pai de todos os Orixás); Ogum (deus do ferro e da guerra); Iansã (deusa da guerra e das tempestades); Nanã (a mais velha dos Orixás); Xangô (deus dos raios e trovões); Oxum (deus dos rios, lagos e fontes) e Oxossi (deus das matas e da caça).

Reformas e Revitalização

Em seu espaço houve reformas e intervenções para eliminar o lançamento de esgotos domésticos para sua preservação. Dentre as várias reformas realizadas na estrutura do Dique do Tororó, a de 1998 contou com a construção de área de esporte e lazer, centros comunitários e restaurantes.

Considerado um ponto de encontro para os apreciadores de parques e áreas verdes, é procurado por quem gosta de caminhar ou correr. Além disso, as águas do Dique do Tororó também são usadas para passeios em pedalinhos instalados no local.

Os esguichos localizados próximos às estátuas dos orixás, são usados como parte da decoração, e juntamente com a iluminação estratégica formam uma bela paisagem durante a noite. Além de decorativo, os esguichos ajudam a oxigenar as águas ao longo da represa.

O Dique do Tororó está localizado entre os bairros Tororó, Garcia, Engenho Velho de Brotas e ao sul pelo estádio Itaipava Arena Fonte Nova. Uma dica para quem vai pela primeira vez é visitá-lo em horários de maior movimento, por questões de segurança.

Foto Créditos – By Denis Uchôa

 

LEIA OUTRAS DICAS DE SALVADOR